Foi para estante: Mulheres que correm com lobos
- Gabriella Azevedo
- 20 de mar.
- 2 min de leitura
“Mulheres que Correm com os Lobos” foi um dos livros mais transformadores que li. Não é uma leitura fácil, tampouco algo que se consome de uma vez só. Trazendo a figura de um arquétipo que vive dentro de nós, a mulher selvagem nasce a partir de contos antigos, ela revela que a verdadeira liberdade feminina está ligada ao instinto, à intuição e à coragem de se ouvir.

Durante minha própria jornada, entre as mil versões que carrego de mim mesma, entre projetos, mãe, empreendedora, profissional, me vi muitas vezes desconectada dessa essência. Li esse livro justamente em um momento de redescoberta, quando percebi que estava exausta de performar versões que me cobravam leveza, mas exigiam perfeição. A cada história interpretada por Clarissa, eu enxergava camadas minhas sendo expostas. Medos, silêncios, potências abafadas.
O que mais me impactou foi entender que esse resgate do feminino selvagem não tem nada a ver com um movimento rebelde ou místico desconectado da realidade. É sobre recuperar o senso de verdade, de autenticidade, de memória emocional. É sobre parar de pedir licença para existir, criar e mudar de rota. E, talvez, seja exatamente por isso que o fala, Gabê nasceu, como esse espaço onde eu pudesse, com todas as contradições possíveis, me lembrar quem sou sem os filtros de LinkedIn ou Instagram.
Fala-se sobre os ciclos da vida como algo natural, necessários. Luto, perda, solidão, reconstrução, tudo isso que, nos bastidores da vida real, vai moldando nossa estrutura emocional. E é curioso como, ao ler esse livro, entendi que até a exaustão que eu vivi em alguns momentos fazia parte de um processo arquetípico maior: o de matar versões que não me cabem mais, para dar lugar a outras mais fiéis à minha natureza.
Esse não é um livro para te agradar, é um espelho. E foi nesse espelho que me reencontrei com partes de mim que eu havia deixado em stand-by. Me vi mais loba, menos domesticada. Mais consciente de que correr com os lobos exige coragem, mas também entrega. E se tem uma coisa que aprendi é que correr sozinha pode ser difícil, mas habita coragem.
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐
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