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A arte de ser muitas sem enlouquecer (ou só um pouco).

Na real? Não tem como não ser louca. Acordo cedo, estudo inglês, espanhol, yoga, organizo criança pra escola, abro a vida CLT às 9h, almoço pensando em edital de cogumelo, tomo café da manhã com a mentoria de amanhã na cabeça, respiro, tomo água, e repito tudo junto. É isso.


Não me orgulho, tá? Mas como já disse antes, eu sabia. Eu planejei (ou delirei?) que até os 45 anos ia colocar o mundo dentro das minhas 12h produtivas. Nem me vem com o papo de “as mesmas 24h do artista”, porque meu bem… as minhas 24h têm boletos, criança, entregas e deadline emocional.


Como eu dou conta? Eu não dou. Mas distribuo. O que não cabe na terça, empurro pra quinta. O que não couber na semana, vira tópico no Notion.



E já que você perguntou, aqui vai meu kit de sobrevivência:


♦️ Google Agenda: 100% atualizada. Alerta visual. E psicológico.

♦️ Post-its: o prazer de “ticar” ainda move meu cérebro.

♦️ Teams: me lembra onde termina a vida pessoal e começa a CLT.

♦️ Metas do ano: coladas na tela. Porque desistir sem olhar nos olhos dos meus objetivos não dá.

♦️ Organização da casa: porque o caos fora de controle suga até o Wi-Fi, então sempre estará organizada, custe o que custar.

♦️ Caderno da memória fraca & bloco digital: porque minha RAM mental é de 2009.

♦️ Notion pessoal: um HD com documentos, informes e tudo que pode caber ali de apoio a tudo.


Quando tudo falha? Choro por dez minutos. Em posição fetal. Me recomponho, e volto, pois não temos tempo pra isso. 🥲


Quando nem isso resolve? Eu ligo pra uma amiga que me devolve o cérebro. Porque às vezes, a única gestão que a gente precisa é a da (in)sanidade compartilhada.


Funciona pra mim. Pode não funcionar pra você. Mas em algum ponto, você vai descobrir: ser muitas não é sobre controle. É sobre entender que só dá pra segurar um prato por vez. E, às vezes, deixar um cair é o que salva o resto.


Câmbio, desligo.

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