Jovem demais para aposentar. Velha demais para aceitar qualquer coisa.
- Gabriella Azevedo
- 20 de mar.
- 2 min de leitura
Nas minhas crises de meia idade, constantemente refliro sobre o momento de vida em que cheguei: velha demais para aceitar qualquer coisa, nova demais para me aposentar.
Gente, eu só quero viver da minha arte!

Muita gente nova no mercado. A Gen Z começou a ganhar espaço. Ao mesmo tempo, nós millenials, Gen X e Boomers começamos, inevitavelmente, a procurar - e nos enquadrar - em um novo espaço.
Me sinto como um dinossauro corporativo que usa IA de amigo imaginário. 🦖 ERROR!
Quero falar que sinto saudade da autonomia e de viver um desafio que eu chamo REALMENTE (em todos os níveis) de meu.
No mercado CLTista a gente trabalha para uma grande marca, ganhamos reconhecimento de mercado e peso de currículo. Somos um número (X357656). Já na pequena/média empresa, somos um nome com seu peso de responsabilidade, assumindo papeis de três números. Já na vida empreendedora, você é, normalmente, solitária. Porém, é você e seu sonho contra o mundo! É acreditar, errar, acertar, pivotar e fazer acontecer, porque desistir não é uma opção quando se tem boletos chegando.
Já passei por todas as fases. Hoje vivo duas delas de modo simultâneo mas, confesso, a coisa que mais sinto falta é a autonomia, a minha própria gestão de horários e mandar em mim mesma.
Quem nunca viveu isso antes, recomendo.
Na vida CLTista aprendi mais que qualquer MBA, com líderes que me inspiram (até hoje) demais. Ganhei conhecimento, confiança, cargos de que me orgulho. Carreguei crachás que nem nos meus sonhos mais distantes achei que colocaria no pescoço. Mas, já chega? (Sim, isso é uma pergunta duvidosa).
Eu gostaria MESMO de viver da minha arte.
É um preço caro. Transições são sempre desafiadoras e exige muito planejamento. Eu entendo que preciso de propósito, e ele, eu encontro muito mais quando lido com cogumelos, laboratórios, terra, planta e impacto que resolve dores reais de sistemas críticos do mundo.
Sabe onde quero chegar né? Tô criando mais um plano mirabolante para prototipar essa fase.
Sempre amei escrita terapeutica, acho que por isso, tudo isso aqui existe também. Tô pensando alto, então, qualquer semelhança (não) é mera coincidência. 😬
Câmbio, desligo.




Comentários